
As alterações climáticas afetarão o dia-a-dia de quem vive no Rio e é preciso se preparar já, alertam especialistas. O aumento do nível do mar e a pressão dos lençóis freáticos obrigarão o governo a investir pesado na estrutura da cidade. "Alguns prédios também terão de fazer suas pequenas obras", avisa Sérgio Besserman, presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), órgão da prefeitura que estuda o impacto das mudanças do clima no Rio.
Hoje, no Rio, 60 mil pessoas vivem em áreas que submergirão se o mar subir até 1,5 metro, o que pode acontecer até 2100. "Não é urgente, mas também não é a longo prazo. As obras têm que iniciar em 2020 e 2030", explica Besserman.
Além de reparos na atual infra-estrutura, como rede pluvial e esgotamento sanitário, que passarão a apresentar problema com freqüência, serão necessárias reformas para impermeabilizar garagens em andares térreos ou subterrâneas. Ressacas serão mais violentas e alagamentos, corriqueiros.
Soluções de engenharia já estão em estudo para tentar evitar o surgimento de milhares de refugiados ambientais no Rio. Na Baixada de Jacarepaguá, região mais ameaçada, a Rio-Águas avalia implantar sistema de dragagem e bombeamento permanente. O lençol freático pressionará o subsolo e haveria inundação de áreas habitadas, como Rio das Pedras.
Menos areia em CopacabanaRecursos públicos terão que ser divididos com a preservação das praias. Nem todas poderão ser salvas para o lazer. Como já acontece no Leblon e no Arpoador, a prefeitura poderá precisar engordar regularmente a faixa de areia de Copacabana. Não está descartada a necessidade de enrocamento (proteção de pedras contra as ondas).
O efeito de quando o mar invade rios, canais e lagoas, é desastroso. Os manguezais da Zona Oeste e os rios da Baixada Fluminense serão duramente afetados. Muitos ribeirinhos serão deslocados. As áreas de risco em encostas da cidade poderão crescer. Com o aquecimento global, teremos mais chuvas fortes: áreas hoje fora de risco ganharão alerta vermelho nas próximas décadas.
"Grupo da USP (Universidade de São Paulo) tem registro de aumento do nível do mar de, mais ou menos, 50 cm nos últimos 50 anos. No futuro, as áreas mais atingidas serão Rio e Recife", diz José Marengo, coordenador do grupo de estudos de mudanças climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em São José dos Campos.
Por enquanto, o município e o Estado do Rio estão em fase de planejamento, não há planos concretos. "A população tem que ficar em cima dos governos para cobrar que os estudos continuem e que haja obras", alertou o presidente do IPP. Comente (10 - 12 linhas) a notícia acima.
O Dia on line
Além de reparos na atual infra-estrutura, como rede pluvial e esgotamento sanitário, que passarão a apresentar problema com freqüência, serão necessárias reformas para impermeabilizar garagens em andares térreos ou subterrâneas. Ressacas serão mais violentas e alagamentos, corriqueiros.
Soluções de engenharia já estão em estudo para tentar evitar o surgimento de milhares de refugiados ambientais no Rio. Na Baixada de Jacarepaguá, região mais ameaçada, a Rio-Águas avalia implantar sistema de dragagem e bombeamento permanente. O lençol freático pressionará o subsolo e haveria inundação de áreas habitadas, como Rio das Pedras.
Menos areia em CopacabanaRecursos públicos terão que ser divididos com a preservação das praias. Nem todas poderão ser salvas para o lazer. Como já acontece no Leblon e no Arpoador, a prefeitura poderá precisar engordar regularmente a faixa de areia de Copacabana. Não está descartada a necessidade de enrocamento (proteção de pedras contra as ondas).
O efeito de quando o mar invade rios, canais e lagoas, é desastroso. Os manguezais da Zona Oeste e os rios da Baixada Fluminense serão duramente afetados. Muitos ribeirinhos serão deslocados. As áreas de risco em encostas da cidade poderão crescer. Com o aquecimento global, teremos mais chuvas fortes: áreas hoje fora de risco ganharão alerta vermelho nas próximas décadas.
"Grupo da USP (Universidade de São Paulo) tem registro de aumento do nível do mar de, mais ou menos, 50 cm nos últimos 50 anos. No futuro, as áreas mais atingidas serão Rio e Recife", diz José Marengo, coordenador do grupo de estudos de mudanças climáticas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em São José dos Campos.
Por enquanto, o município e o Estado do Rio estão em fase de planejamento, não há planos concretos. "A população tem que ficar em cima dos governos para cobrar que os estudos continuem e que haja obras", alertou o presidente do IPP. Comente (10 - 12 linhas) a notícia acima.
O Dia on line

